| Overtraining em Atletas Experientes |
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| Seg, 07 de Dezembro de 2009 12:50 |
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Um exemplo a não ser seguido pelos amadores Nós amadores que inundamos as corridas a cada fim de semana, em vários de nossos devaneios , corredores competitivos que somos, sempre sonhamos poder melhorar mais e mais nossas marcas, infinitamente. E esse 'infinitamente' é que causa nossa maior busca por soluções erradas para os problemas que nem deveriam ser prioritários para amadores, afinal de contas, procuramos o esporte por prazer (ou pelo menos assim deveria ser) e não para bater recordes a cada 7 dias. Quando empacamos em marcas consideradas limites, uma das formas de tentar baixar esses tempos são os aumentos na quilometragem e/ou na intensidade dos treinos. É aí que começam os maiores deslizes. Poderíamos evitar lesões e desgastes físicos desnecessários respeitando a individualidade biológica e uma periodização social (ah o que é isso ??... falaremos no próximo artigo). Alguém ai já ouviu falar em Overtraining: Uma síndrome provocada pelo excesso de esforço físico, e as seqüelas que esse sobretreino acaba gerando no corpo. E olha que até alguns dos mais famosos atletas do mundo um dia passaram esse sufoco: de ter de diminuir os treinos senão os resultados piorariam cada vez mais. Recentemente a famosa maratonista e ex-recordista mundial Ingrid Kristiansen recomendou a Paula Radcliffe, atual recordista mundial, mas uma incógnita em termos olímpicos, que se ela quiser ser uma candidata ao título na Maratona Olímpica de Londres em 2012, terá que diminuir bastante sua quilometragem semanal de treinos. Detalhe: a britânica corre cerca de 200 Km por semana quando está se preparando para maratonas. Hoje em dia, as periodizações de treinamento estão sendo revistas pelos experts, pois sempre que se falava em recorde, pensavam eles que mais quantidade seria o diferencial. Hoje muita coisa mudou e a qualidade é palavra chave para novas marcas. E essa qualidade não vem só com o aumento da velocidade / intensidade. Há algum tempo se pensa mais em recuperação otimizada, treinos em altitude, massagens, alimentação diferenciada, material esportivo e individualidade de treinos. Por isso nem sempre o favorito de uma maratona olímpica é o primeiro a cruzar a linha de chegada. Um outro fator a ser considerado seria a idade. Quanto mais anos o corredor tem a partir dos 35, mais necessidade de recuperação entre as sessões de treino, ou seja, se as sessões de intervalados eram as terças e quintas, passaremos a nos programar para que elas aconteçam às quartas e sábados, o que daria mais 1 dia entre um esforço ótimo e outro. Entre essas sessões fortes, claro que devemos manter trabalhos regenerativos e complementares, mas de diferentes intensidades. Para evitar que se chegue até esse ponto, devemos sempre nos cercar de profissionais especialistas: médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e professores de educação física. Saber também que o descanso deve ser maior que o treinamento, pode ser a resposta que procuramos. Se os campeões que nós tanto admiramos podem errar, seria sábio de nossa parte aprender com o vacilo dos outros. Repetir a mesma estratégia divulgada por aí de treinar, treinar e treinar até a exaustão deixa de ser sensato por parte de seres inteligentes como nós, que usamos bastante atenção para zelar pelos nossos automóveis e computadores, mas que muitas vezes deixamos de lado cuidados essenciais para aliar prazer à atividade esportiva. Deixo a dica: cuide bem do seu maior patrimônio, o seu corpo. É dele que você precisa por muitos e muitos anos, seja para corridas, seja para viver outras tantas emoções. Gilmário Mendes Colaborador do Portal da Corrida |




