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Intermação e atividade física PDF Imprimir E-mail
Ter, 07 de Dezembro de 2010 12:30

O verão já está aí e o interesse pelas práticas físicas tende a aumentar nessa época do ano, seja pela preocupação estética ou mesmo por conta das manhãs e noites com temperatura agradáveis. Parques, academias e clubes têm uma maior procura de praticantes nesta estação e isto é facilmente observável para os que freqüentam estes espaços durante todo ano. Como vivemos em um país tropical, nosso verão costuma ser bastante quente e úmido, o que é uma combinação um tanto quanto perigosa para nós corredores.

Intermação é o termo usado para definir o estado quando o corpo sofre um aumento de temperatura e os mecanismos responsáveis pelo seu esfriamento acabam, de alguma forma, falhando. Para o perfeito funcionamento de seus componentes o corpo mantém sua temperatura próxima dos 37º C, no entanto, durante o treinamento ou competição, um atleta pode chegar a apresentar temperaturas de 40ºC. Segundo cálculos, se o corpo não possuísse um sistema de resfriamento eficiente, durante uma maratona, o calor produzido seria capaz de aumentar 1ºC a cada 8 minutos, fato que, felizmente, não ocorre.

Para evitar o aumento da temperatura corporal, o calor produzido durante a corrida, principalmente pelos músculos, precisa ser liberado, ou seja, precisa ser conduzido do interior do corpo para sua superfície, que é a pele. Esse transporte é realizado pelo fluxo sanguíneo, que ao passar pelo músculo “rouba” o calor e o leva até a pele. Uma das principais formas de dissipar esse calor é pela evaporação da água do suor. Para isto acontecer é necessária uma certa quantidade de calor, assim sendo, a molécula de água rouba o calor do corpo, que acaba sendo resfriado.

No entanto, em dias muito úmidos essa evaporação fica dificultada. Quando ouvimos ou lemos que a umidade relativa do ar está alta, significa que o ar está carregado de moléculas de água, e quanto mais água o ar carrega mais difícil fica a evaporação. Dessa forma, quadros de intermação são mais prováveis em dias com temperatura e umidade relativa do ar muito altas.

Para evitar o surgimento deste quadro, a hidratação é fundamental, já que a água é um fator fundamental na regulação da temperatura. Devem-se consumir líquidos antes, durante e depois da corrida. A nossa sensação de sede não é imediatamente sensível à desidratação, dessa forma, não podemos confiar nela. Portanto é extremamente importante a ingestão de água mesmo que não se tenha sede. Outra precaução que pode ser tomada é molhar o corpo antes e durante as provas nos postos de hidratação ou nos intervalos dos treinamentos.

A pessoa com intermação geralmente apresenta a face rosada e ausente de suor e pode apresentar os seguintes sintomas: irritabilidade, comportamento agressivo, desorientação e síncope. Se não identificada e tratada imediatamente pode causar uma lesão cerebral permanente e até mesmo morte. Atletas que não se sentirem bem por um bom período de tempo em dias quentes e úmidos são aconselhados a interromper a atividade e em caso de persistência no repouso, procurar um aconselhamento médico.

Tomando cuidado com a hidratação e nos mantendo bem informados, podemos melhorar nosso desempenho e ainda praticar nosso esporte favorito com segurança. Tirem o tênis do fundo do armário e aproveitem o verão!

Marcelo Alexandroni – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Treinador da Ação Total Assessoria Esportiva

Mais informações em:
Newsholme E., Leech T., Duester G. Corrida: Ciência do Treinamento e Desempenho. São Paulo, Ed. Phorte, 2006.
Marins JCB. Acidentes termorregulatórios associados ao calor e à atividade física. R. rnin. Educ. Fís., Viçosa, 6(1): 5-17, 1998
Knocker JP. Environmental Heat Illness: an eclectic review. Arch Interm Med/Vol 133, May 1974.

 

 
DIABETES E ATIVIDADE FÍSICA PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Novembro de 2010 14:04

Perguntas Frequentes
 

1.Quais são as recomendações para o diabético que pretende iniciar alguma atividade física? Ele deve ter algum cuidado especial ?
Primeiramente, uma avaliação médica completa que inclui o eletrocardiograma de esforço - sugerido pela Associação Americana de Diabetes para acima de 35 anos (ADA), bem como um exame físico com uma atenção especial nas possíveis complicações como : neuropatia, retinopatia, doenças cardiovasculares, controle glicêmico, que podem ser agravados pelo exercício físico. Deve ser também considerado a glicemia de jejum; hemoglobina glicosilada, perfil lipídico, análise de proteínas na urina e avaliação oftomológica (Carvalho, 1988).

Além disso, para um bom controle do diabetes, recomenda-se que o diabético seja orientado multidisciplinarmente por: endocrinologista, educador físico e nutricionista. Vários exames são importantes para determinar se o controle glicêmico está em níveis satisfatórios ou não, e a partir daí planejar qualquer atividade física ou esportiva.

Uma vez com os níveis de glicose sob controle, deve-se estabelecer, junto ao endocrinologista, margens seguras desses níveis para o início das atividades, evitando-se o risco de hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue) e hiperglicemia (elevados níveis de glicose no sangue) na atividade física e esportiva.

Se os níveis de glicose estiverem elevados o ou baixo o que fazer? Como identificar sintomas de hipo e hiper? Perguntas como essas devem ser levadas ao endocrinoligista que irá orientar o que fazer em cada caso. 

A monitorização frequente é primordial, devendo ser utilizado monitores que medem a glicemia capilar (ponta de dedo).

 

2.Quais exercícios podem ser praticados pelo diabético em casa? E quais os benefícios de cada atividade?
Alguns exercícios físicos podem ser realizados em casa como bicicleta ergométrica, caminhada ou corrida na esteira ou na ciclovia próximo de casa.

No entanto, a atividade mais comum é a caminhada.

De baixo valor financeiro investido, pode ser o maior aliado do diabético no controle glicêmico. Fazer uso de roupas adequadas, calçados específicos para caminhada, atentar para a hidratação e uma alimentação balanceada são atitudes positivas que trarão benefícios no controle.

A segunda maior atividade é a corrida. Digamos que seria um "degrau" acima, onde o diabético já domina o controle glicêmico.

Independente do tipo de diabetes, a atividade física proporciona benefícios como: manutenção de um índice de massa corporal (IMC) satisfatório, diminuição dos níveis de glicose no sangue, maior sensibilidade dos músculos na captação de glicose, diminuição dos riscos de complicação futura, melhora no condicionamento cardiovascular, entre outros.

Quanto maior a duração e a intensidade da atividade, maior será o consumo calórico.É comum que o diabético que iniciou com uma "simples" caminhada, torne-se um corredor no futuro.

Atividades aeróbias como a corrida e caminhada mencionadas envolvem maiores grupamentos musculares e ajudam efetivamente a uma perda significativa do percentual de gordura. Estas podem tranquilamente serem realizadas dentro de casa em esteiras ou próximas de casa em percursos como ciclovias. Além disso, por apresentarem um impacto maior na musculatura esquelética, orienta-se para a utilização de um tênis adequado para o tipo de pisada absorvendo bem o estresse do peso corporal.

De um modo geral, os diabéticos podem realizar os mesmos exercícios que os não diabéticos, com uma freqüência de 5 a 7 vezes por semana (ACMS, 1996). Em função da enorme variabilidade individual no estado de controle e na resposta apresentada pelo indivíduo durante o exercício, é primordial que o programa de condicionamento físico seja individualizado, possibilitando ser mais saudável e seguro.

Atividades aeróbias como ciclismo indoor ( bicicletas ergométricas), que podem ser realizadas em casa, são bastante recomendadas em função do baixo impacto muscular, inclusive os autores Leon et al (1984) ainda ressaltam que para diminuir os riscos de problemas músculo-esqueléticos, os primeiros estágios devem ser de curta duração e gradualmente progressivos.

 

3. Outro ponto é que sem a supervisão de um professor ou companhia de amigos, fica mais fácil desanimar e não levar tão a sério. O que é possível fazer para não desanimar?
Bem, durante o tratamento também não haverá a supervisão de um endocrinologista em tempo integral, e nem por isso o tratamento deverá ser negligenciado.

De acordo com o triatleta Kenner Assis, que também é diabético, o importante é que se tenha em mente de que tudo isso faz parte de um processo de mudança, e que a mudança é como uma porta com maçaneta somente por dentro. Somente o diabético poderá "abrir a porta da mudança", pois está dentro do fato. Quem está do lado de fora pode até ajudá-lo, mas somente se a porta for aberta.

É comum vermos pessoas desestimuladas por algum período, mas não eternamente.

Resumindo. Para não desanimar, basta pensar no impacto da presença e falta da atividade física no tratamento. Os ganhos são motivadores! 

Além disso, podemos também integrá-los em equipes esportivas com pessoas de diversos níveis de condicionamento e, que participem como eles, de modalidades como corrida e caminhada. A nossa Equipe preza por uma perfeita integração, e, com certeza, serve de estímulo para não só treinar individualmente quando necessário, como também participar coletivamente de eventos esportivos. “A união faz a força.”

Referência:

  • Contribuição do Atleta de Ironman e portador de Diabetes Mellitus Kenner Assis
  • AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, ACSM's Guidelines For Exercise Testine and Prescription. Philadelphia: Williams e Wilkins, 1996.
  • BALKE, B. Como Prescrever Exercícios. Revista Brasileira de Educação Física e desportos, v. 37, p.21-34, 1978.
  • BENETTI, M. Atividade Física e Diabetes Mellitus. Revista Brasileira de Medicina Esportiva; São Paulo, v.2, p. 75 - 78, 1996.
  • CARVALHO, T. Exercício Físico e Diabetes. Anais 2º Encontro Nacional de Educação em Diabetes. Florianópolis, p.55-58, 1988.
  • COSTA, A. A, e NETO, J. S. A, Manual de Diabetes: Alimentação, Medicamentos e Exercícios. São Paulo, Sarvier, 1992
  • FORJAZ, C. L. M. et al. Exercício Físico e Diabetes. Revista Sociedade de Cardiologia de São Paulo. v.8, n. 5, 1998.
  • LEON, A, S. et al. Exercise For Diabetes: Effects Of Conditioning At Constant Body Weight. J. Cardiac. Rehabil, v 4 . p. 278, 1984.
  • POLLOCK, M. L. e WILMORE, J. H. Exercícios na Saúde e na Doença. Rio de Janeiro: Ed. Medsi, 1993.
 
Insonia x Corrida PDF Imprimir E-mail
Ter, 30 de Novembro de 2010 13:57

insonia

Muito corredores têm muita dificuldade em dormir na noite que antecede uma prova considerada importante e, se você se inclui neste grupo, saiba como atenuar este problema.

Algumas considerações:

  • Procure evitar alimentos de difícil digestão e principalmente bebidas ricas em cafeína;
  • Mudar de forma drástica seus hábitos de dormir;
  • Tentar algumas técnicas de relaxamento;
  • Evitar assistir TV até tarde ou antecipar o evento mentalmente;

No entanto, o mais essencial é que você não procure usar qualquer medicamento indutor do sono, pois este pode ajudá-lo a dormir, mas, com certeza, prejudicará seu desempenho.

De qualquer modo, saiba que o mais importante do que a noite imediatamente anterior ao evento são as duas noites prévias a esta e se você conseguiu um bom sono nestes dias anteriores, não será uma noite mal dormida que evitará seu êxito.

Marcia Ferreira
MF Triathlon

 
Gestação x Atividade física! PDF Imprimir E-mail
Seg, 22 de Novembro de 2010 13:35

Gestação x Atividade física!

Estou Grávida e Agora?

Estou grávida! Uma frase muito comum quando se é mulher, e que normalmente traz muitas alegrias, inseguranças e novidades. Porém o que este momento significa para uma mulher que realiza cotidianamente exercícios?

Em um primeiro instante podem se passar várias idéias e imagina-se que se deve descontinuar a prática de atividade física independente de quanto tempo esta mulher já treina, ou no mínimo diminuir a intensidade dos exercícios. Hoje, a maioria dos médicos indica que se deve parar a prática ao engravidar e retomá-la depois do primeiro trimestre, porém existem vários estudos sobre este tema que apontam o contrário e o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia indica que as mulheres previamente ativas podem continuar normalmente com suas atividades apenas tomando algumas precauções. Realmente a intensidade e volume de exercícios devem cair um pouco, mas não exageradamente, e só devem esperar pelo segundo trimestre as mulheres que antes da gestação eram sedentárias.

Durante o período de gestação surgem diversas necessidades e situações específicas, então é interessante que além de continuar suas atividades regulares procure programas que sejam específicos para gestantes, e que trabalhem as características deste período, como, por exemplo, exercícios para o assoalho pélvico; que auxiliem na prevenção e tratamento da dor lombar; exercícios respiratórios; de consciência corporal; e de equilíbrio.

Apesar de não ser necessária a interrupção da prática de atividade física algumas modalidades esportivas e alguns exercícios são contra indicados, como por exemplo, exercícios em decúbito ventral e dorsal (deitada de barriga para cima ou para baixo), prender a respiração na execução de exercícios, e exercícios que ofereçam risco de queda ou impacto.

De forma geral durante a gestação seria interessante que se fossem realizados exercícios aeróbios (caminhada, corrida, aulas de dança ou similares) de quatro a sete vezes por semana por cerca de 30 minutos (podendo ser divididos em vários pequenos treinos de menos tempo), em uma intensidade moderada. Exercícios de força e de flexibilidade devem ser realizados de três a quatro vezes por semana contemplando todos os grandes grupos musculares.

É importante lembrar que estas são apenas algumas diretrizes, é indispensável uma consulta com seu obstetra ou ginecologista quando se deseja continuar os exercícios físicos durante a gestação e mais importantes é informar seu Professor de Educação Física sobre sua gravidez!

* Professor Daniel Carneiro – Ação Total Assessoria Esportiva

 
Programas de atividades física ganham o ambiente corporativo PDF Imprimir E-mail
Ter, 17 de Agosto de 2010 00:25
busnisseHá aproximadamente uma década, as empresas descobriram que os benefícios da atividade física podem agir como um grande aliado na melhoria da produtividade e na manutenção da “vida útil” de seus colaboradores. Pensando na sua economia financeira e na maior motivação e inter-relacionamento de seus profissionais, as corporações investiram nessa estratégia que vem crescendo também entre as pequenas e médias organizações que podem criar em conjunto com as assessorias esportivas um programa compatível ao seu tamanho e necessidades. Como é o caso da Corporate Run, evento de corrida que conta com um circuito por diversas cidades do país. O intuito do projeto é mobilizar as empresas à prática de atividade física.

De acordo com o Professor Zeca, da ZTrack assessoria esportiva, as atividades como ginástica laboral, equipes de condicionamento físico “in company” ou em parques da cidade, atividades esportivas como futebol ou voleibol, “quick massage”, caminhadas ecológicas e esportes de aventura são ações utilizadas nas empresas, cada uma delas com um objetivo próprio que vai desde prevenção de doenças, como a lesão por esforço repetitivo  até motivação, melhora de trabalho em equipe ou quebra de barreiras entre cargos.

"Todos conhecem os benefícios que a atividade física pode trazer ao ser humano e, num local onde o indivíduo passa a maior parte do seu dia e nele sofre com estresse, tensões de relacionamento, constante pressão e cobrança por resultados, o esporte se torna um meio muito barato de colaborar com a manutenção da saúde. Pesquisas chegam a citar gastos de até cem mil reais em um só mês destinados ao tratamento médico de um colaborador, valor que não seria gasto em um ano com um programa esportivo empresarial que atingiria outros benefícios positivos", explica Zeca.

Programas de atividade física também estão ligados a outros objetivos como os de perda de peso ou antitabagismo, muito apreciados por empresas que chegam a perder 30% do poder de trabalho diário de seus colaboradores fumantes e obesos. Tendo em vista os benefícios físicos, como equilíbrio dos níveis de colesterol, glicemia, pressão arterial e da obesidade, além dos benefícios emocionais, como ação anti-estresse e ação antidepressiva, as atividades esportivas ganham força e espaço cada vez maior dentro das empresas e a previsão é que os colaboradores já sejam engajados nos programas existentes nas corporações no momento de sua admissão.
 
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